sábado, 8 de março de 2014

Mulher, da fragilidade à solidez



Frágil como a luz que aquebranta

não sendo dia, nem sendo noite,
...
peregrina pelo ar...

E, indefinida, espera calmamente pelo que virá.



Frágil como o orvalho que umedece as flores,

- tênue gotícula que as revigora-

chora ao realçar a flor que se abrirá

como se de sua alma nascesse a emoção;

beleza igual jamais existirá.



Frágil como os versos de um poema

sem métrica, sem rima, sem tema;

livres, vagando e divagando cantilenas,

pianíssimos sons que se diferem no clamor

e se unem na linguagem universal do amor.




Sólida como a rigidez de um rochedo

onde as águas batem, invadem e voltam

sem descobrirem o segredo

de tamanha solidez,

da rocha que não se desfez.



Sólida quando sangra

revelando a fragilidade

que a fertilidade estanca,

exaltando a sublimidade ...

Em teu ventre, a vida sacrossanta.



Mulher...

És simultaneamente

realidade e fantasia,

força que nos conduz... És luz!

Suavidade que alivia;

amor e abnegação

a quebrar correntes da submissão...

Gravando tua marca sagrada

em cada palma de cada mão.



_Carmen Lúcia_

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